quarta-feira, 27 de maio de 2009

Qual é a função da arte?

Qual é a função da arte?

• A arte tem acompanhado os seres humanos ao longo de sua existência e sua presença pode ser verificada na vida das pessoas desde a pré-história(com os desenhos rupestres) até os dias de hoje, com as diversas configurações da Arte Contemporânea.

• Mas o que é arte, afinal?
DIVERSAS VISÕES
• Imagine entrar em um museu para uma exposição onde o artista apresenta fotografias e ver que se trata do registro de uma cirurgia plástica na qual o mesmo está sendo submetido, não para corrigir alguma imperfeição no seu corpo e sim para transforma-lo em um cão.

• Deparar-se com a Arte Contemporânea, à primeira vista, parece difícil.

• É que por muito tempo aprendemos que a arte deveria refletir “o belo”, a harmonia, a “perfeição divina”, como afirmou Michelangelo no século 15.

• Hoje vivemos cercados por contradições e estímulos. Os avanços tecnológicos, a sociedade de consumo, as novas relações sociais determinam nossa forma de pensar omundo e, por consequência como o expressamos.

• Se na época de Michelangelo os artistas podiam passar horas contemplando uma bela paisagem, hoje é muito difícil fazê-lo sem pensar no possível engarrafamento da volta ou uma questão de segurança pública e violência.

• Além do mais, desde o atributo da fotografia em 1839, surgiu a necessidade de repensar a forma como representar o mundo em que vivemos.

• Movimentos como o Impressionismo, o Expressionismo, o Surrealismo e o Cubismo são exemplos deste novo modo de pensar a arte ao longo da história.

• Mas o tempo não pára e nos anos de 1960, com o surgimento de novas mídias e tecnologias, surgiu o que se convencionou chamar de ARTE CONTEMPORÂNEA.
Para transformar a realidade
• Se antes procurávamos encontrar a perfeição, o belo ou expressar nossos sentimentos, a arte de nosso tempo tenta apreender o cotidiano e suas problemáticas, lançando mão dos mais diversos materiais e suportes.

• A Arte Contemporânea não exige pinceis, tintas, cavaletes e, sim, inventividade e experimentações, a busca por diferentes técnicas e poéticas. Cada artista procura sua própria linguagem.

• Neste panorama, refletir, por exemplo, sobre os questionamentos que nos levanta o artista ao utilizar fotografias e manipulação digital para se transformar em um cão, faz com que tenhamos de ir além de simples comentários como “gostei” ou “não gostei”.

• Ler e produzir a arte desses novos tempos requer um exercício maior de percepção e criticidade. Deve-se saber que o desenvolvimento artístico não é uma dádiva inerente a certos indivíduos, mas o resultado de formas complexas de aprendizagem que podem ser estimuladas ao longo de nossas experiências de vida.

• Neste sentido o papel fundamental da escola é propiciar essas experiências, fazer com que o aluno tenha contato com produções contemporâneas, em visitas a exposições ou com reproduções.

• Refletir, discutir, estimular opiniões a respeito dos trabalhos e obras que viram, reproduzir e produzir explorando diversas técnicas, experimentando os mais diversos materiais, estudar a história da arte analisando suas transformações, são caminhos que contribuem para a educação neste campo.

• Ler e produzir nesta nova forma de pensar exige exercitar a criatividade e daí a dimensão extremada da arte. Ela nos possibilita trabalhar no campo da fantasia e dos sonhos. Com a arte podemos criar e recriar o mundo e este exercício criador nos fortalece para transformar, inclusive, a realidade à nossa volta.

• “Por meio da arte é possível desenvolver a percepção e a imaginação, apreender a realidade do meio ambiente, desenvolver a capacidade crítica, permitindo ao indivíduo analisar a realidade percebida e desenvolver a criatividade de maneira a mudar a realidade que foi analisada.”
• (Ana Mae Barbosa, em Inquietações e mudanças no ensino da arte)

• Enfrentar as dificuldades e inaugurar um novo tempo.
Questões para debate
• 1 – A arte exerce algum papel de importância na sua vida? De que maneira?
• 2 –Procure imaginar um mundo sem nenhuma expressão artística(pinturas, esculturas, música, arquitetura, etc.) Como ele seria?
• 3 – Falta ou sobra ao mundo esse deslumbramento e a criticidade que a arte proporciona?

• Mundo Jovem, março 2007,pg 21, arte e cultura
• Gleyce Heitor, graduada em História, atua como mediadora no Instituto Ricardo Brennand e no Projeto Primeiro Olhar da Fundação Joaquim Nabuco, em Recife,PE.
• gkheitor@gmail.com
• Walmir Arcanjo,pedagogo e arte-educador em Recife e Olinda, PE.
• 13arcanjo@gmail.com

sexta-feira, 20 de junho de 2008

A interdisciplinaridade e o saber

A interdisciplinaridade engloba todo um conjunto sistematizado de trabalho investigativo que pode levar a uma nova teia do saber, aonde conseguimos colocar novos e velhos saberes em uma mesma balança e construírmos novos saberes.Quando focamos a aprendizagem,todo o tabalho interdisciplinar é ponto de saída para construirmos estes conhecimentos.
É através do projeto interdisciplinar que conseguimos novos olhares, que saímos dos conceitos pré-estabelecidos, que quebramos paradígmas e que conseguimos o "ensait" para a elaboração de novos conceitos, independente de componentes currículares ou de áreas de estudo.

Refletindo sobre como ando desenvolvendo minha prática pedagógica

Refletindo sobre como ando desenvolvendo minha prática pedagógica e qual a concepção de ensinar e aprender que vêm orientando essa prática, sinto-me feliz, pois entendo que sou um ser em construção, que valido minha prática em cada aula, refletindo e questionando minhas próprias atitudes, meus conhecimentos e potencialidades. Planejo e avalio minhas aulas continuamente, sempre pensando a realidade em que vivemos.
Tenho sempre bem claro, objetivos e conteúdos desenvolvidos em aula, cuido sempre para que o papel social da escola de formar cidadãos seja respeitado na íntegra, para tanto, me apoio nos PCNs, em livros de arte-educação, além é claro de estar sempre me reciclando.
Tento estar sempre em formação continuada, buscando novos subsídios para minhas aulas e para minha prática pedagógica.
O processo de interação com meus alunos acontece de forma prazerosa, somos muito mais aprendentes, buscamos juntos novas soluções para os problemas que aparecem, somos pesquisadores das nossas práticas.

Possibilidades e limitações do computador na minha prática pedagógica.

Possibilidades e limitações do computador na minha prática pedagógica.
Neusa T. Fávero Dalcul

Refletir sobre as possibilidades e limitações deste importante recurso didático, tão comumente usado na atualidade, me remete há poucos anos atrás, quando ainda parecia-me uma realidade distante e que, confesso, não pensava em fazer parte.
Vi com o passar dos anos, que não poderia ficar as margens destes novos tempos, que querendo ou não, havia um caminho que deveria ser seguido, porém com a possibilidade de me preparar e “tentar” tirar proveito deste momento, fazendo com que minha prática ´pedagógica fosse beneficiada com este novo momento.
Acredito que fui bem assessorada, que consegui participar de bons cursos pedagógicos, que pela minha determinação e curiosidade, hoje encontro-me em um patamar razoável, aonde posso viabilizar novos recursos para minhas aulas, pois busquei com muita responsabilidade estes conhecimentos sobre as novas tecnologias da informação e do conhecimento.
Guiar meus alunos por novos caminhos, oportunizando o uso do computador neste processo de construção de conhecimento, fazendo-os autores, pesquisadores e agentes responsáveis por seu crescimento, faz com que eu possa seguir com tranqüilidade nesta nova etapa de meu trabalho, aonde sigo aprendendo com eles, buscando novos subsídios e fazendo sempre novas descobertas; re-avaliando minha prática, vamos tecendo novos conhecimentos, transpondo barreiras e refazendo conceitos já pré-estabelecidos.

domingo, 10 de junho de 2007

Autoria como estratégia de aprendizagem.

Com o objetivo de dar ênfase as vivências do educando, perquerindo seus conhecimentos e levando-os a consciêntização de suas capacidades ao permearem novos olhares frente a educação que se quer na sociedade da comunicação e da informação, entendendo-os como agentes já inseridos nesta sociedade, usando a autoria como estratégia de aprendizagem.Iniciei este projeto,pensando na construção de novos subsídios para as aulas de artes(com os recursos tecnológicos disponíveis),em especial no Ensino Fundamental da Escola Gervásio Lucas Annes e no Ensino Médio - EJA da Escola Protásio Alves, iniciei este projeto.

quarta-feira, 6 de junho de 2007

Possíveis funções educativas dos blogs


Bem o objetivo deste pequeno texto é evidenciar a minha percepção sobre as possíveis funções dos blogs para fins educativos, para tanto estarei indicando algumas possibilidades de uso do blog em artes.
Esta rede de ensino e de comunicação que ofereçe uma formação descentralizada, aponta para um momento ímpar na educação, aonde um espaço colaborativo com discussões e informações já é uma nova alternativa em educação e um excelente meio para oferecer uma formação descentralizada.
As dicas de informática educativa, online e grátis são fundamentais para nós professores tão carentes de tudo. Entre em: http://www.internetnaeducacao.blogspot.com/ procure http://pensaeduc.blogspot.com/ e veja o blog da professora Cris de Ross Porto Alegre - RS , ela nos apresenta, com certeza todo o seu aprendizado e isso é facinante.
Em http://palavraaberta.blogdrive.com/encontramos o blog Palavra Aberta, com a proposta de promover o intercâmbio de idéias no ciberespaço através da publicação de textos produzidos por alunos do ensino fundamental e médio. O blog é aberto a todas as escolas e professores que desejem participar com seus alunos.
Como vocês estão observando esta é minha principal missão: Socializar e colaborar com todos para que cada fez mais o conhecimento seja democratizado.
´
É de fundamental importância deixar registrado aqui, as fontes literárias que ando estudando, entre elas:
A educadora Gládis Leal dos Santos, que apresenta os Blogs como "ferramentas pedagógicas", além de afirmar que é necessário que o professor se aproprie dessas linguagens e explore com seus alunos as várias oportunidades desse novo ambiente de aprendizagem.
A doutora em Sociologia Maria Luísa Belloni, professora da UFSC, que fala da resistência na utilização das mídias durante as aulas, justamente porque dessa forma, nós professores deixamos de ser a única e incontestável fonte de informação, além de exemplificar a falta de prática por parte do professor no uso dessas novas mídias, já que crianças e jovens tem muito mais facilidade de incorporarem ests tecnologias.

quinta-feira, 31 de maio de 2007

Rudolf Steiner X provas e exames

O não reconhecimento de provas e exames como instrumentos de avaliação por Rudolf Steiner, deixa clara a nossa tarefa de educadores, comprometidos com a escola cidadã: Estimular o aprendizado pelo entusiasmo é o caminho para formarmos seres humanos livres e capazes de , por sí só, encontrarem propósitos e direção para suas vidas.

Uma avaliação de qualidade.

Do ponto de vista dos princípios filosóficos acredito em uma avaliação que permita ao educando um novo momento para o aprender, para manifestar-se.
Do ponto de vista epistemológico, creio que uma avaliação só é significativa na medida em que dialóga com o cotidiano dos alunos.Que tem relação com o conhecimento significativo na vida do indivíduo.
Já do ponto de vista didático-pedagógico, acredito que a avaliação de qualidade deve ser fundamentada na contextualização com meu aluno.
Para tanto, necessitamos primeiro aprender a dialogar, a pesquisar e a buscar uma educação fundamentada em princípios éticos; pois assim teremos um significado mais abrangente no currículo escolar.